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 Mudanças...
Por:  Luís Gonçalves
Fonte:  Diário de Cuiabá
Para qualquer lado que seguir sempre haverá uma opção. Indo a pé, ou voando os pontos de chegada serão sempre os mesmos. Não deve existir pressa para chegar. Mas sim, como será essa chegada, ou o ponto de chegada.

Mesmo quando todas as portas se fecham, ainda assim, sempre haverá caminhos a percorrer. Outros pontos de chegada ávidos a serem descobertos. Encarar a realidade deve ser sempre o primeiro e o maior desafio.

Não se iluda com as horas que passam lentamente recheadas de promessas duradouras. Os minutos acumulados hoje podem ser o carrasco do amanhã. Portanto, não há tempo a perder e nem dias para se esconder.

Encare o hoje como a única chance de corrigir o passado e se preparar para o indivíduo amanhã. Aguarde o como uma esperança. Evite acolhe-lo como um frio e repentino desgosto. Talvez não terá tempo para acalentá-lo.

Não deixe o tempo ser o senhor de seus dias e o pesadelo de vosso futuro. De repente, os ponteiros podem não ser os mesmos. Não enterre ossos hoje para não ter que explicar um defunto fresco na sua sala de estar.

A vida é de momentos falhos e devem ser encarados como possibilidades. Faça dessas possibilidades um ponto de partida para uma saída vitoriosa. Mudar é uma ótima maneira de criar novas opções.

De rever, oportunidades perdidas; pontos esquecidos. É uma forma de aprender com a própria fraqueza. Admitir erros capazes de nos transformar em pessoas que não queremos ser. E que um dia venha nos envergonhar.

Recuperar a capacidade de crescer com responsabilidade. Há sempre uma alternativa viável que podemos escolher. Os caminhos são como artérias que percorrerem rumos e endereços. Mas não devem contaminar os corações.

Que nos levam de um ponto ao outro. Saber que direção seguir e tomar a decisão certa faz parte do livre arbítrio de cada um. As opções são muitas; às vezes até nos confundem. Desviam o foco.

Podemos e devemos escolher com sabedoria o melhor caminho a seguir. Ter o controle da situação. O mundo não nos priva de nada. Pelo contrário, é um mundo de ofertas. De padrões e conceitos diferentes.

Os desafios existem para que possamos exercitar outros modelos de adaptação. Mudar é necessário. Desde um simples gesto até uma nova maneira de pensar. As novidades são belos convites de mudanças.

Provocações para testar nossos medos. Qualquer sugestão de mudança é vista com cautela. Mas não é a forma correta. A mudança deve acontecer do interior para o exterior e fazer a revolução necessária na forma de pensar e agir.



*Luís Gonçalves é publicitário, escritor e colabora com o DC Ilustrado do jornal Diário de Cuiabá (luisfgoncalves@uol.com.br)
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